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ENCOAD 2019 - Como formar o que o mercado precisa?

Currículo inovador, tomada de decisão e postura protagonista, são características essenciais para as IES. 

Foi em tom de desafio que o Adm. Antônio Vico Mañas, coordenador do Grupo de Excelência em Gestão de Instituições de Ensino (GEGIES/CRA-SP), deu início à palestra O DNA das organizações e como formar seus gestores. Isso porque, de acordo com ele, o mercado reverbera que algumas profissões e organizações deverão sumir, por conta da evolução tecnológica, mas, o mais importante, no entanto, é saber que para tornar essa mesma tecnologia mais efetiva, as pessoas que se inserem nas organizações necessitam de informação e é por meio dela que o profissional conseguirá fazer a diferença. “Toda informação, se bem lapidada e elaborada, transforma-se em conhecimento. O profissional da Administração precisa entrar no mercado sabendo que, para se diferenciar, ele precisa ‘saber’. E o saber é intangível. Depende de correr atrás, somar, multiplicar. É algo que precisa ser estimulado o tempo todo”, provocou. 

A importância do DNA da empresa

Por meio de citações de pensadores como Fernando Pessoa, Rudyard Kipling e Antônio Machado, o administrador reuniu argumentos para defender, junto à plateia, que se uma organização não tem clareza sobre quem ela é, terá muitas dificuldades em providenciar comunicações que sejam assertivas ao atingir o ambiente externo e seus diversos públicos. “O primeiro passo é conhecer-se, para, então, pensar em como se apresentar ao mercado”, disse.

Essa reflexão é importante, visto que, segundo Vico Mañas, identidade e imagem são coisas distintas. De acordo com ele, enquanto uma (identidade) está ligada à essência da organização, ao seu DNA, a outra (imagem), não diz respeito ao que a organização é, mas, sim, ao que ela parece ser. “É impossível moldar, redesenhar, construir, redefinir ou alterar a imagem de uma organização, pelo simples fato de que ela é formada pelo conjunto de significados que as pessoas associam às organizações. Não há profissionais com capacidade para mudar imagem, por mais competentes que sejam”, destacou. 

Gerenciamento de risco

 A formação de profissionais para apurar e atuar na tentativa estratégica de providenciar que a reputação (resultado da identidade + imagem) seja a esperada, faz-se profundamente necessária nesse cenário de mudanças, porém, de acordo com Vico Mañas, as Instituições de Ensino não se mostram preparadas para acompanhar a tecnologia. “Estamos formando com base em conhecimentos do passado, o que desejamos que seja o profissional do futuro. O mundo precisa de informação e as IES ainda não estão conseguindo prover isso. O importante da formação é saber, e saber é poder. Mas o tempo é limitado, então, junto com a formação, as IES precisam prover informação”, decretou o especialista, afirmando que as IES continuam sendo imprescindíveis para a sociedade, visto que, no mundo atual, sem ciência e tecnologia, nada acontece: “É preciso administrar o sistema. Tudo mudou e continuará mudando, então, precisamos reaprender, criar e inovar o tempo todo.”




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