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Na última sexta-feira, dia 10, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou o texto para as novas Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Administração. Entre as principais mudanças estão maior flexibilidade, contextualização dos cursos nos níveis local, regional e global, forte conexão com o mercado de trabalho, uso de ferramentas de gestão da aprendizagem, uso de metodologias ativas diversas e foco no desenvolvimento de competências.

As discussões para a elaboração dessas novas diretrizes tiveram início em 2018, no 29º ENANGRAD, promovido pela ANGRAD (Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração) e que contou com a participação de Antônio Carbonari Netto, Antônio Freitas e Gilberto Garcia (conselheiros do CNE), do Adm. Roberto Carvalho Cardoso (presidente do CRA-SP) e de Paulo Barone (secretário de Ensino Superior).

Depois desse primeiro encontro, diversas entidades, entre elas o CRA-SP, passaram a se articular para sugerir as mudanças necessárias para o currículo do curso de Administração. No Conselho, a Comissão composta por Amyris Fernandez (professora da FGV), Carlos Antonio Monteiro (professor e consultor na área da Educação), Idalberto Chiavenato (conselheiro do CRA-SP e autor de diversos livros sobre Administração), Mario Cesar Barreto Moraes (presidente da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES) e Gustavo Galindo (assessor da presidência do CRA-SP) elaborou um documento contendo a contextualização e o panorama atual da área de Administração no País e, também, a sugestão de novas diretrizes para o curso. Esse documento, entregue no final de 2019 diretamente à Carbonari, juntou-se à sugestão elaborada pela ANGRAD e serviu de base para a análise do Conselho Nacional de Educação.  

A aprovação final contemplou, então, as diretrizes propostas pela ANGRAD e a contextualização e o panorama da área apresentados pelo Conselho. Para o presidente do CRA-SP, o trabalho realizado internamente, em parceria com profissionais renomados da área da Administração, teve fundamental importância. “A nossa preocupação com a educação brasileira é enorme e o documento elaborado pela Comissão contemplou vários aspectos importantes da nossa realidade atual, o que proporcionou, sem dúvida, maior agilidade na aprovação das mudanças necessárias”, ressaltou Cardoso.

As novas DCNs agora devem seguir alguns protocolos dentro do CNE até que possam ser publicadas em definitivo. A próxima edição da Revista ADM PRO, do CRA-SP, trará o tema em destaque, com depoimentos de vários especialistas que participaram ativamente desta mudança, além das principais transformações pelas quais a Administração deverá passar.